Esta série nasce da mesma prática de Habitar o Interlúdio, mas muda de instrumento: em vez de olhar para cima, o olhar é desviado pelo vidro — cada fachada espelhada vira uma segunda cidade, sobreposta à primeira.
Feita em preto e branco puro, sem o tom sépia das outras séries, para que o contraste entre reflexo e estrutura fique mais seco, mais gráfico. O Correio Braziliense destacou o "caráter investigativo da série fotográfica sobre os desvios estéticos e as sutilezas formais presentes na arquitetura contemporânea".